Paz...


Paz.
Eu tenho a paz dos mortos.
A paz medonha dos mortos.
Uma ferida se abriu dentro de mim.
Dolorida.
Sangrando meus versos,
consumindo minha luz
até eu me encontrar na escuridão.
Então eu me vi ali,
serena, plácida, fria.
Não havia mais o que se fazer.
Nada fiz.
Me deixei morrer como se isso bastasse,
como se fosse o fim...
mas o fim não existe,
ele é só o começo,
do começo, do começo, do começo,
do começo da solidão.



...volta ao Caos