Não há alguém...


Não há alguém a me esperar,
nem alguém para me dizer adeus.
Não há presença,
nem a ausência.
Não há nada que exista,
nem o tudo irreal.
Não permaneço no sonho,
não me firmo no concreto,
não me perco do caminho,
nem fujo dos meus planos.
Não tenho a cabeça no ar,
nem os pés no chão.
Não sou completamente louca,
nem perfeitamente normal.
Não tenho do que me queixar,
nem o que me faça feliz.
Nem tanto o mar,
nem tanto a terra.
Nem tanto a saudade.
Apenas o que sou.
Simplesmente a solidão.




...volta ao Caos