Jurei para mim...


Jurei para mim mesma
que não aconteceria de novo.
Estava acostumada
com minha sorte de poeta.
Tinha ainda tanta mágoa em meu peito
que adormecia meu coração.
Descobri ,então, seus olhos,
tão perto dos meus.
Senti o desejo crescer dentro de mim.
Eu podia ver !
Eu posso sentir !
Meu sopro de vida viria da sua boca,
do seu hálito doce
enchendo meu corpo de luz.
E o meu desejo me impulsionava,
me fazia caminhar na sua direção.
Foi quando percebi
que seus olhos não eram meus.
Olhávamos o mesmo horizonte.
Caminhamos em estradas paralelas.
Serei sua na minha estrada
E dói demais
saber que consigo,
mas não posso amar.



...volta ao Caos