Sem nome


Nesta folha em branco
vejo meu futuro em linhas,
paralelas e infinitas,
num rítimo lento e louco,
como tudo que me conduz,
como o sol que brilha no fim do túnel,
que é tão distante,
tão distante do meu fim.
Não quero o fim agora,
nem depois.
Quero o sabor da eternidade,
a eternidade de cada dia novo,
o sopro de cada manhã poluída e barulhenta.
Correr contra o tempo,
como uma criança tola,
e desejar este dia
como a vida inteira,
como o meu desejo de querer sempre mais
aquilo que eu não posso ter.


...volta ao Caos