A primeira é a simpatia; não
direi a primeira em tempo,
mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade.
Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se
propõe interpretar.
A segunda é a intuição. A
simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém
não criá-la. Por intuição se entende aquela
espécie de entendimento com que se sente o que está
além do símbolo, sem que se veja.
A terceira é a inteligência. A
inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro
nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo
depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi
erudição, como poderia no exame dos símbolos,
é o de relacionar no alto o que está de acordo com a
relação que está embaixo. Não poderá
fazer isto se a simpatia não tiver lembrado essa
relação, se a intuição a não tiver
estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que
naturalmente é, se tornará analógica, e o
símbolo poderá ser interpretado.
A quarta é a compreensão,
entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que
permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes,
relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo,
é tudo o mesmo. Não direi erudição, como
poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem
direi cultura, pois a cultura é uma síntese; e a
compreensão é uma vida. Assim certos símbolos
não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou no
mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.
A quinta é a menos definível. Direi talvez, falando a
uns, que é a graça, falando a outros, que é a
mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que
é o Conhecimento e a Conversação do Santo Anjo da
Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da
maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.