| Supercordas |
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(Décio Pignatari) A cada bilhão de anos, as Supercordas dão início a uma nova vibração, gerando novos tempos, temperas e temperamentos em novas dimensões cósmicas. Dão-se mutações nas formas, estruturas e processos físicos e psicofísicos, em quantidade e qualidade variáveis, ao longo do ciclo ondulatório, do caos à forma e à informação. Mutações e metamorfoses marcam os tempos inconcebíveis entre duas situações caóticas possíveis. Sementes caógenas no bojo de cada vibração galáctica e intergaláctica e de cada pó cósmico, entropia. No pó chamado Terra, mergulhado na cauda leitosa, micro-mutações e vibrações a que chamamos milênios, eras, séculos, épocas, medições históricas. Evoluções e revoluções no tempo e na matéria. Eventos vibrados nas metafóricas cordas da não-arte e da arte. Em todo o não-humano, a presença incômoda do Homo Cosmicus. Signo da mente em expansão. Interativamente com outras que, só por acaso, não participam, como actantes, do específico espetáculo.
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| Rodrigo A. Siqueira |