Paraíso perdido que eu achei! Tua essência que é tudo em meu todo que é nada. Quanto mais juntos, tanto mais sozinhos. Alternativamente a noite e o dia. O que de olhos abertos eu não via. Sem nunca ter começo, teve fim. A mentira da vida e a verdade do sonho. Mas nem sequer ouviste o que eu não disse. E partiste. E eu fiquei no dia sem paisagem. Nos meus fecundos arrependimentos. Cai o pano final das pálpebras fechadas.
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Guilherme de Almeida